6 tendências de consumo de beleza que prometem ficar em alta no pós-confinamento

Com a reabertura gradual do comércio, os consumidores vivem um novo momento - mas nessa nova fase, o que eles estão falando ou buscando quando pensam em beleza? Segundo nosso time de Data Analytics e Social Listening, nunca se falou tanto sobre o assunto nas redes sociais - afinal, com mais tempo livre, a consumidora decidiu aproveitar as horas extras para se cuidar, buscar novos aprendizados e experimentar. Confira o que os nossos estudos de tendência apontam como o que permanece ou muda nos interesses e na forma de consumir beleza no pós-confinamento.

“Em julho, em média, tivemos 60% de crescimento nas conversas sobre beleza versus o período pré-pandemia. Segundo a nossa ferramenta de Social Listening - Netbase, só na semana do dia 12 de julho, tiveram 3.3 milhões de comentários sobre beleza, com destaque para as categorias makeup, skin care e hair care! Nosso papel é entender o que muda na relação como a consumidora entende 'beleza' nesse novo contexto e quais os novos comportamentos e rituais estão despontando em cada categoria”, explica Ticiane Storck, Gerente de Data Analytics e Social Listening da L'Oréal Brasil.

1) Atendimento ao cliente mais próximo e seguro

Para que o comércio pudesse reabrir, novos procedimentos de saúde e segurança tiveram que ser adotados - e a experiência nos pontos de venda e salões de beleza teve que ser reinventada. “Ir no salão não é mais a mesma coisa, por exemplo. E como tornar esse momento mais prazeroso e convidativo para consumidora? O que ela busca é um atendimento mais caloroso,  que mantenha o distanciamento mas se aproxime de outras maneiras”, diz Raphael Costa, Analista de Social Listening e Influencer Data da L'Oréal Brasil.

2) Uso de tecnologia para apoio da compra presencial

No cenário de pós-confinamento, outro destaque é a presença do virtual como parte da jornada de uma compra ou serviço presencial. “Hoje em dia, por exemplo, o diagnóstico de danos nos fios - que seria feito diretamente no salão -, começa de forma online por meio de fotos ou chamada de vídeo com o profissional. Depois, a cliente ‘termina’ esse serviço presencialmente, para que seja feita uma dupla verificação e o tratamento”, exemplifica Raphael. “Isso mostra como aplicativos de mensagem instantânea são uma tendência e têm sido usados para facilitar essa comunicação”, completa Ticiane.

3) Crescimento do serviço de experimentação virtual nos sites

Ainda sobre a experiência digital atrelada ao consumo de beleza, a experimentação virtual - ou VTO, sigla em inglês para Virtual Try On - vem ganhando destaque. “Eles são usados principalmente para maquiagem e hair color, e ajudam a reinventar o online para que ele seja ainda mais próximo ao presencial”. Esse serviço se fortalece como uma alternativa para facilitar a jornada de compra do consumidor, seja no e-commerce ou presencial, como no caso do teste de cores de cabelo para transformações no salão.

4) Fortalecimento do DIY com conteúdo educacional “faça você mesmo”

Com o isolamento, as consumidoras que tiveram algum tempo livre se permitiram experimentar e brincar com as possibilidades usando o que tinha em casa. Além disso, elas também se dedicaram a aprender técnicas que ainda não conheciam. Agora, no pós-isolamento, as marcas seguem aproveitando a oportunidade de fortalecer o conteúdo educacional voltado para o bem-estar, no estilo “faça você mesma”. “A busca pelo termo delineador teve um crescimento de 300% no Netbase, e isso está atrelado ao tempo extra em casa, que a consumidora usou para aprender a como aperfeiçoar seu traçado”, apontou Raphael.

5) Busca por crescimento de cabelo

Conversas sobre cabelo estiveram em alta durante o isolamento, e isso se mantém também no “novo normal” - sobretudo ao observar a busca sobre crescimento de cabelo, o que é uma oportunidade para marcas. “Dentro de hair care, a gente percebe o boom da procura por ativos de crescimento, como o óleo de rícino, por exemplo. Pelas buscas, a gente nota que a consumidora quer que ele cresça, e quer aprender a criar uma rotina que ajude nesse processo”, sinaliza ele.

6) Busca por uniformidade da pele

No tempo em casa, de modo geral, as pessoas tiveram mais tempo para se olharem e se observarem - especialmente as mulheres, que diminuíram o uso de maquiagem no dia a dia. Com isso, a busca por melhorias e cuidados de skin care tiveram um grande crescimento. “Sem maquiagem para esconder imperfeições, as mulheres tiveram dois caminhos: cuidar da pele com skin care e, também, aceitar a própria beleza. Os dois processos - de cuidado e aceitação - acontecem juntos, em paralelo”, explica Ticiane.

Redação: Raquel Carletto

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