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Desenvolvimento sustentável: L'Oréal fala sobre bioeconomia durante fórum CNI

Gerente de Pesquisa Avançada, Fabiana Munhoz detalhou o papel estratégico da bioeconomia para a transformação sustentável na L’Oréal Brasil

Trazer a sustentabilidade cada vez mais para dentro do negócio é o desafio que grandes empresas têm para acelerar seu desenvolvimento sem esgotar os recursos do planeta. Nessa tarefa, a bioeconomia assume um papel estratégico para uma produção mais sustentável - e, por isso, é um dos pilares da transformação que a L’Oréal pretende promover até 2030 por meio do L’Oréal Para o Futuro, novo compromisso de sustentabilidade do Grupo. 

Para falar sobre como a Companhia pretende assegurar seu crescimento econômico respeitando os limites do planeta, Fabiana Munhoz, Gerente de Pesquisa Avançada da L’Oréal Brasil, esteve no Fórum Bioeconomia e a Indústria Brasileira promovido pela CNI ao lado de representantes da Embrapa, Natura, Raízen e CropLife Brasil. Confira os destaques e saiba quais são as ambições da empresa de beleza sobre o tema!

 

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Biodiversidade brasileira oferece grande potencial para bioeconomia - mas mudança na maneira de fazer negócios deve ser feita em parceria


Respeitar os limites do planeta e garantir que as atividades em todo o ciclo de vida dos produtos estejam dentro desses limites é a visão da L’Oréal Brasil para os próximos 10 anos. No entanto, segundo Fabiana, para que isso aconteça é preciso propor uma mudança radical na maneira de inovar e fazer negócios - e ela não pode ser feita apenas na Companhia. “As grandes empresas, como a L’Oréal, têm um papel importante também para embarcar nossos parceiros e stakeholders junto a esse propósito. É nosso dever sermos líderes nessa transformação, mas também atuar em parceria”, destacou durante o evento.

Para alcançar esse objetivo ambicioso, a Gerente reforça que a Companhia acredita na importância da bioeconomia como uma ferramenta chave, seja nos objetivos de redução das emissões de CO2, de respeito à água e à biodiversidade, ou do uso limitado dos recursos. “Acreditamos que o Brasil tem um grande potencial para bioeconomia, tanto pela nossa biodiversidade - uma vez que temos 20% da biodiversidade mundial - quanto pela disponibilidade de insumos vegetais que temos por aqui. Temos que ir além e trazer cada vez mais inovações a partir dela”, explicou.

Substituição por ingredientes renováveis e manutenção de uma cadeia sustentável para insumos faz parte da estratégia da L’Oréal


Ainda sobre a importância de trabalhar ao lado de fornecedores para apostar na bioeconomia e promover uma mudança sustentável, Fabiana usou alguns exemplos. Segundo a Gerente, hoje, uma das formas de reduzir o CO2 lançado na atmosfera é por meio da substituição de ingredientes petroquímicos pelos ingredientes renováveis. “Temos um objetivo até 2030 de que 95% do nosso portfólio de ingredientes vai ser de origem biológica, ou de origem de minerais abundantes ou de origem circular. Hoje, nosso portfólio tem 59% de ingredientes de origem renovável, e se queremos reduzir essas emissões, atuar junto à nossa cadeia de fornecedores é essencial para a transformação que buscamos”, explicou.

Por fim, Fabiana também destacou a necessidade de se manter uma  cadeia sustentável para esses insumos, capaz de contribuir com o empoderamento socioeconômico dos parceiros da Companhia e com a preservação da biodiversidade. “Quando falamos de sustentabilidade, falamos sobre trabalhar em todos os pilares, considerando o abastecimento feito de maneira socialmente responsável, garantindo o empoderamento econômico por meio de política de comércio justo, garantindo condições de trabalhos seguras e garantindo a igualdade. Tudo isso sendo feito junto aos nossos fornecedores”, finalizou.