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Dia Internacional Contra LGBTfobia: 5 expressões LGBTfóbicas que você não deveria dizer

‘Sapatão’, ‘afeminado’ e ‘virar gay’ são algumas das falas que parecem inofensivas mas carregam LGBTfobia. Confira!

Há 31 anos, no dia 17 de maio, a OMS (Organização Mundial da Saúde) removeu a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde - conquista que marcou a data como o Dia Internacional contra a LGBTfobia. No entanto, em vez de celebração, esse momento pede conscientização e engajamento em prol da luta contra qualquer tipo de ato que incentive a exclusão na sociedade - inclusive aqueles que parecem inofensivos, como expressões aparentemente ‘inocentes’, mas carregadas de preconceito.

Que tal rever algumas dessas falas? A rede L’Oréal PRISMAS, grupo que busca acolher a população de Colaboradores LGBTQIA+ da Companhia, separou 5 frases que representam microagressões à comunidade - e que você deveria deixar de dizer. Confira!

1) “Afeminado”

O termo afeminado ofende dois grupos: os homens gays, por considerá-los como um grau inferior de homem, e as mulheres, já que geralmente esse termo é usado com conotação negativa - ou seja, seria ruim alguém ter “comportamentos femininos”, mesmo que sejam estereótipos. Frases como “tudo bem ser gay, mas não precisa ser afeminado” ou “ele é uma moça” também são ofensivas e desnecessárias.

2) “Sapatão” e “traveco” 

O termo sapatão também considera as lésbicas como inferiores por não reproduzirem comportamentos femininos, e reforça estereótipos atribuídos aos homens. A palavra “traveco” dá a ideia de inferior, é pejorativo - como “jornaleco”, por exemplo. É altamente ofensivo para pessoas trans.

3) “Quando foi que você virou gay?”

Orientação sexual não é uma escolha - e é por isso que o termo “opção sexual” está errado. Ninguém ‘vira’ ou aprende: a sexualidade é natural do ser humano. Basta apenas respeitar.

4) “Ela tinha um namorado, mas agora é sapatão”

A bissexualidade existe. Pessoas bissexuais sentem atração tanto por homens quanto por mulheres. Precisamos respeitar a orientação sexual de cada um. O mesmo vale para falas como “ele terminou comigo e virou gay”.

5) “Quem é o homem/mulher da relação?”

Não existem homens em um relacionamento lésbico, nem mulheres em um relacionamento gay. Em uma relação de pessoas do mesmo sexo, a ideia é não ter pessoas do sexo oposto. Não fazer esse tipo de questionamento é sinal de respeito ao relacionamento alheio. Não devemos tentar colocar relações homoafetivas dentro do padrão heteronormativo.